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terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Anel Injusto



Neste final de semana rolou Triângulo Music. Estava cansada, reclamante mas acabo indo e vivendo altas peraltagens.

O relato abaixo é meio confuso. Como se tivesse sido um sonho meio sem nexo.

Na sexta, apesar de rir horrores, aparentemente foi mais comedido. Já no sábado...
Começou com a chuva. Não estava grossa, mas eu ainda não tinha me encontrado com o Grau. Aquelas gotículas em minha face me irritavam. Voltei ao normal assim que ganhei uma capa de chuva do meu compadre Salum.

Alah!
Para mim, aquela indumentária era praticamente um vestido Carolina Herrera. Eu estava exalando dentes por usá-la. Me incomodava um pouco a falta de uma fenda, pois era meio tubinho cumprido que não possibilitava passos largos. Segundo meu amado Pônei Damião, eu estava usando um traje RG. Toda plastificada!

Turma reunida, Grau presente... Estávamos ensandecidos, rindo de tudo e criando horrores.

Ao encontrar a Ana Alízia, começamos a falar sobre vôlei... Sobre seu dedo quebrado (o Quinto Metatarso Cadore)... e sem Pirlimpimpim algum, aparece nada mais que ele: Policarpo Quaresma - o escritor! Eu jurava que o nome do osso da mão era Policarpo. Até porque, existem vários ossinhos no região do pulso. Com o auxílio do Grau, eu associei o elemento de composição "poli = que significa muitos" ao nome Carpo e pronto! Policarpo Quaresma estava ali, em nossas mãos!

Seguindo as associações de palavras, vieram Policarpo, poliesportivo e assim, eu e ela começamos a jogar vôlei imaginário bem ali.

A noite e seus encantos seguiu em frente. Voltei a desfilar com meu vestido Hêueeurah modelo RG agora com uma fenda criada pela amiga do vôlei. Não sei qual foi o peso do encanto desta capa. Todos queriam rasgá-la de alguma forma. Agora era a vez do Júlio. Simplesmente a arrancou de mim. Me senti como se ele fosse um obstetra que levara minha placenta. Dr. JP jogou minha multi capa fora! Raios!

Depois do ocorrido, eu me sentia mais magra e com uma vontade de incontrolável de jogar vôlei! Mais uma partida imaginária foi realizada, desta vez no camarote. O que eu não esperava era que eu realmente tivesse emagrecido. Na hora da cortada, meu anel simplesmente voou pelo camarote e caiu atrás da mesa do buffet. Imediatamente e sem combinar nada, eu e Ana demos peixinho e nos jogamos embaixo da mesa em busca do adorno. Achamos o anel injusto ao som dos seguranças tentando nos impedir. Vitória!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A Capoeira e o Muro Chapiscado


Ontem assisti uma matéria no GNT sobre o novo filme brasileiro "Besouro".
O filme foi baseado no livro Feijoada no Paraíso de Marco Carvalho e conta a história do capoeirista baiano chamado Besouro, que era protegido pelos orixás e que tinha o dom de voar.

Hoje em uma reunião na agência, comentei que queria assistir o filme para aprender alguns golpes e durante minha fala, lembrei do meu passado de pouca glória no mundo da capoeira. Na verdade, pouca glória e pouco tempo. Não passou de três dias.

Imbuída do desejo pelo exercício perfeito, percebi várias amigas praticando a arte da capoeira. Todas estavam gostando muito do exercício puxado. Elogiavam o ritmo da aula e se gabavam de seus apelidos recebidos pelos respectivos mestres na hora do batismo.

Resolvi praticar esta arte. Sempre gostei de capoeira, adoro as músicas e as histórias que contavam... Sempre que havia alguma roda eu ia assistir, ainda mais depois que tantos amigos começaram a participar.

Fui super bem recebida pelo meu mestre. Ele me falou sobre o ritmo da aula e que era para eu ser persistente, pois muitos desistiam nos primeiros dias. Aceitei o desafio pensando na frase: "Desistir é para os fracos!"

Primeira aula foi cruel. Muito exercício físico até chegar nos quinze minutos de roda que era o que eu queria. Me peguei várias vezes usando a frase dos fracos para me animar. Eu a repetia como mantra durante a corrida de 30 minutos, durante as 114 séries de um exercício que nos fazia pular e nos jogar no chão e nas flexões de braço com quantidade eterna. Quando eu estava quase desistindo das 4 séries de 800 abdominais que meu mestre havia solicitado, comecei a fraquejar. Não queria ser fraca. Fui para casa mentalizando o sucesso do dia seguinte. Afinal era apenas a primeira aula.

Não sei porque, mas eu queria muito o nome de batismo. Só o conseguiria se enfrentasse o sedentarismo ali. Era minha chance!

Segundo dia cheguei lá parecendo um Playmobil. Bracinhos e perninhas duras. minhas lamentações arrancaram gargalhadas e palavras de incentivo do meu querido mestre. Sentindo-me aparada, fui para a segunda aula. Foi mais difícil que a anterior. Bom, era apenas a segunda aula e o mantra ainda faria efeito em algum momento.

Terceira aula. O ácido lático era mais presente em meu corpo do que o maldito mantra que eu repetia mentalmente, já fazendo modificações na frase inicial: "Desistir dos desafios pesados é prudência!"
Ao terminar a aula, eu estava um Playmobil desgovernado. Eu não coordenava meus movimentos. A vibe era boneco de Olinda bêbado e ensandecido com tendência a tentativas de suicídio. As tentativas de suicídios eram pequenos atos que pensei conseguir fazer e que sem controle do meu próprio corpo eu não conseguia realizar, tornando-se perigosos. Descer a escada com três degraus, atravessar a rua e andar em linha reta são alguns exemplos.
Ao sair do galpão, quase caí do segundo degrau por não conseguir dobrar a perna que tremia com fervor.

Tentei seguir em linha reta. O objetivo era chegar a um ponto de ônibus. Ainda bem que eu tinha as paredes como aliadas, pois eu andava arrastando meu tronco por elas para ganhar sustentação. O problema foi no momento que surgiu um muro chapiscado (aquele que os pedreiros lançam cimento através de peneiras formando espinhos agressivos). Eu não consegui desviar. Não tinha forças. Mentalmente pensei em focar todo o resto das minhas forças em uma tentativa de jogar meu corpo para o lado contrário (que era o da rua). Avaliei e constatei que poderia ser fatal. Eu realmente não estava conseguindo coordenar movimento algum. Insisti na linha reta e no muro chapiscado. Naquela altura da aventura, alguns arranhados no braço esquerdo e um pouco de sangue não eram nada perto da dor que eu sentia por todo o corpo.


Com muita sorte e auxílio do meu anjo da guarda, consegui me deslocar 2 quadras. Ao passar na frente do prédio de uma amiga, fui reconhecida pelo porteiro. Alah!!! Sempre que passava por ali eu o cumprimentava feliz e conversava com ele se possível. Como não o fiz, ele percebeu algo estranho e foi ao meu encontro. Riu um pouquinho ao me amparar e me conduzir até o interior da portaria enquanto eu contava minha saga. Me deu água e me ajudou a ligar para minha mãe. Me orientou pedir auxílio a ela. Melhor do que demorar 114 dias até conseguir subir em um ônibus.

Dias depois fui no galpão me despedir do mestre. Apesar do fracasso, consegui que ele me desse um nome, mesmo sem batismo. Branca.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Os Homens Pipoqueiros do Mirante



Gente, que medo OU!
Domingo fomos interagir com a vista do Mirante em BH e segundo minha amiga Gra, lá tinha uma saborosa pipoca com bacon. Beleza! Jogamos nosso corpo no tal local elevado.


Ao chegar, fomos abordado por um pipoqueiro nos entregando amostras de pipoca tradicional. Que bom! Adoro amostras de produtos! Só que enquanto caminhavamos rumo a lateral do precipício, o pipoqueiro não saia de perto e nos sentimos pressionados a realizar a compra.
Segundo a Gra, não foi dele que ela adquiriu os saboros sacos de pipoca em um passado recente, mas não tinha como procurar outra fonte de compra.

Enquanto admirávamos a vista de Belo Horizonte, chega o primeiro pacote do produto entregue por um cara bem sinistro. O saco era grande, possuía pedaços semi fritos de bacon e blocos de queijo derretido com pipoca. Ultra mega power gordurosa! Tive medo de segurar o pacote mas o olhar intimidador do entregador me fez agir.

Ao segurar o saquinho, quase o deixei cair. Era muito pesado. Minha impressão era que eu estava segurando um saco de Sal Cisne! Niiiih! Pense: O alimento era pesado e seu eu jogasse aquilo para dentro do meu corpo, era o mesmo que eu tivesse aumentando meu peso propositalmente! Não dava!
Comi um pouco daquilo ao som da minha amiga alegando que não era aquilo que ela indicou para a turma.

Pensei em tirar foto, mas fiquei com medo que a imagem engordurasse o cartão de memória do meu celular. Minha mente boiava em lipídeos e gordura saturada e se não me engano foi o Marquim que tentou cancelar o resto do pedido e recebeu uma resposta curta e negativa de um dos entregadores de pipoca.


O terceiro saquinho chegou e seu transporte foi a mão de outro homem estranho, com uma "vibe" Bel do Chiclete com Banana mixado com 38 detentos do presídio Adriano Marrey de Guarulhos. O temor tomou conta de todos com mais perseverança.
Sutilmente joguei meu saco de gordura saturada no lixo, rezando para que ele não arrebentasse o fundo, mesmo sendo de lata. O resto do grupo fez semelhante e só o Marquim comeu quase tudo. Não sei se ele foi ameaçado ou se foi para provar algo para ele mesmo ou para sua esposa Gra.

Eu e a Gra fomos pagar. Pedi para ela não fazer movimentos bruscos e que aguardasse os meninos se aproximassem para eventual proteção. Valor a pagar: R$ 37,00. Realizei o pagamento e puxei minha amiga. Avisei para ela ativar o modo Mellita só que ela não conseguiu e acabou observando o local de armazenamento do bacon e do queijo. Pedi que ela pelo menos não furasse o meu Mellita, mas ela insistiu contando detalhes imundos. Descontei perguntanto para ela se por acaso ela percebeu que não havia banheiro e água potável por ali, além de lembrá-la que aquelas 3 criaturas do pântano passavam o dia ali.

Bom, só nos restava realizar assepsia interna com álcool. Jogamos nosso corpo em um barzinho no Sion e interagimos com muita cerveja, chop e cachaça. Alah!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Uarizambs é para lá ou para cá?


Encontrei com o Wanderly (amigo antigo) em um evento neste final de semana e nos lembramos de algumas peraltagens que realizávamos com freqüência. Ele tinha uma Chevy Vermelha e sempre passeávamos por Uberlândia em busca de aventura e atos teatrais (aliás, representávamos bem).

Jogávamos os corpos na beirada da pista do aeroporto para interagir com os aviões, passávamos embaixo de bicas d’água com amigos na carroceria para semear a discórdia, abordávamos cidadãos na rua com temas diversos...

Em particular, eu gostava de duas peraltagens. Uma era parar na rua e pedir a seguinte informação: _Por favor, Uarizambs é pra lá ou pra cá?! Acreditem as pessoas sempre respondiam a informação, mesmo não tendo entendido o que perguntei. Comecei a achar interessante isso. Passou a ser um tipo de pesquisa própria. Percebi que pessoas mais simples eram mais solícitas e se sentiam muito bem ajudando o próximo, mesmo que fosse uma “pseuda” ajuda.

A segunda brincadeira que eu adorava era passar em frente ao ponto de ônibus lotado e gritar algum nome enrolado. Sempre tinha alguém que olhava para os lados confirmando se alguém não abanou a mão e então nos cumprimentava com um vasto aceno... Aliás, ainda uso esta técnica de falar algo enrolado finalizando com um som de “O” ou “A” quando não me lembro do nome de algum fornecedor da agência. Funciona! Alah!

O Wanderly, aliás, se casou com a Virgínia (uma amiga que se formou comigo e que fazia a melhor imitação da nossa professora de português). Já possuem filhotes. Um dia, almoçando no Casarão (restaurante aqui de Udi que fica em uma praça), vi um pai brincando com um carrinho de controle remoto enquanto as crianças corriam desgovernadamente pela praça com a possibilidade de cada um entrar em um carro qualquer e sumirem sem compromisso. Que pai mais ensandecido, julguei... E só então tive a certeza que só poderia ser meu amigo. E era!
OBS: O veículo da foto é só para referência. Este está muito acabadinho. Judiação!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Viagem do Luxo

Recordo-me muito bem desta viagem... Damião estava morando em Dublin na época e para matar a saudade do meu Pônei Europeu, resolvi jogar o corpo por lá. O emprego que ele arrumou era ótimo! Trabalhava em uma agência de publicidade, ganhava bem e folgava a partir de quinta. Muito do luxo, Damião sempre percorria a Europa sem compromisso.

Nosso ponto de encontro foi em Copenhagen, capital da Dinamarca.
Depois de conhecermos vários lugares interessantíssimos, resolvemos almoçar em um agradável restaurante perto da Praça Rädhuspladsen (praça da prefeitura). Ao escolhermos nosso tinto, um senhor com aparência de líder viking se desculpa e nos pergunta se éramos brasileiros. Ele estava com as bochechas rubras de vergonha e assim o convidamos para beber conosco. Apesar dos europeus serem mais inibidos o senhor rosado aceitou nosso convite.

Damião, muito simpático, começou a contar sobre nossas vidas e ao relatar que éramos mineiros, um brilho especial surgiu nos olhos do loiro. Meu inglês não é muito bom e pedi para que meu amigo o questionasse sobre esse interesse nas terras mineiras. E o que é a coincidência?! Ele nos contou que um de seus antepassados visitou a Brasil na época da corte e que passava adiante várias histórias excitantes e encantadoras sobre esta visita. Dentre elas, a de que seu ultra-tataravô (bem mais antigo que seu tataravô) foi recebido por Dona Beja na então conhecida São Domingos do Araxá. Nunca mais ele foi o mesmo desde então e como uma espécie de maldição, todos os homens da família sentiam certo fascínio pelo Brasil e principalmente por Minas Gerais. Todos encatados com a suposta beleza de Beja.

Cinco garrafas depois, ele nos convidou para conhecer seu castelo. Niiih ele era um nobre! Fomos andando com Frederick XIX até seu luxuoso veículo. Depois de belas paisagens, chegamos ao Castelo de Rosenborg, que geralmente é aberto a visitação mas há três meses Frederick XIX o utilizava como residência enquanto seu palacete estava em reforma.

Enquanto nos deliciávamos com um banquete, falamos (no caso, Damião era meu intérprete) sobre as indústrias de seu país, sobre o tabaco da região, comparamos os derivados do leite da Dinamarca e do Brasil, relatou detalhes sobre a Fábrica Real de Porcelana e do chocolate. Fred (já estávamos íntimos) se lembrou de ouvir falar muito dos doces de compota que Beija oferecia aos convidades de sua chácara. Prometi que lhe enviaria vários doces de Araxá para que ele pudesse entender parte dos prazeres vividos por seu antepassado.

Foi tudo muito agradável. Rosenborg é belo, mas meu tempo principalmente era curto. Eu ainda queria conhecer mais da Europa e só tinha pegado alguns dias de folga. A viagem foi inesquecível e em breve devo realizar novos passeios com o Damião. Termino o post saboreando o chocolate Língua de Gato da Kopenhagen ãhãh?!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

DPZ e Young & Rubicam

Nós tínhamos acabado de entrar na publicidade. Xapéu descobriu uma viagem organizada pela administração onde visitariam a Young & Rubicam e a DPZ em São Paulo. Lógico, fiquei ensandecida para ir. O problema eram as vagas. Além de não ser nossa turma, já estava lotada.

Mas o Xapéu deu um jeito. Na hora da viagem me ligou avisando da desistência de sua chefa e fui correndo para o local do embarque. Muito confuso esse momento. Primeiro porque o ônibus nunca chegava. Já estava atrasado mais de duas horas. Um pouco depois disso, nos informaram que o atraso se dava por um acidente na estrada envolvendo um caminhão de óleo. Xapéu logo raciocinou: Um caminhão de óleo bateu com um caminhão de batata e explodiram. Todos da rodovia pararam para ingerir batata frita ãhãh?!

Mas depois de mais um bom tempo, chega nosso ônibus. Descobri o motivo do atraso: Falta de condições para mobilidade. A começar pelo nome “Dinossauro”. O veículo era mega velho e nem tinha mais as poltronas do fundo. Motivo de revolta para todos que aguardavam. Alguns tiveram de desistir, pois não caberiam no ônibus. Eu fiz a linha “mulher invisível” e não me manifestei, fora alguns instantes que fingi estar ali como parente de alguém que embarcaria.

Depois de muita briga, embarcamos e saímos de viagem. A intenção era parar em Uberaba para trocar de ônibus ou então o pessoal iria encurtar a vida do organizador. Alguns foram sentados nos braços de algumas poltronas e outros em pé. Ao chegarmos no Graal de Uberaba, mas um tempo de espera e brigas até que chegou nosso próximo ônibus. Entramos e nos acomodamos. Descobrimos que o veículo só virava para a esquerda no mesmo instante que achamos as baratas. Ao completar o círculo no estacionamento do posto, paramos no mesmo local. Alguns desistiram e voltaram para Uberlândia dali mesmo. Eu e Xapéu firmes no nosso objetivo, sem falar que tudo era motivo de risadas e comentários criativos.

Embarcamos finalmente. Inventamos uma nova posição do “Kama Sutra” (mas sem sexo) ao nos acomodarmos para dormir. Acordamos presos um ao outro e precisamos de destreza para nos separamos. Depois da separação dos “irmãos siameses”, chegamos a São Paulo. Muita alegria ao respirarmos aquele ar poluído. Pode ser um absurdo isso, mas celebramos o ar poluído várias vezes durante a viagem. Era muita alegria estarmos unidos ali.


Ficamos encantados ao ver a qualidade do signs das peças do Covas. Era época de eleições e estavam destribuindo várias peças pela cidade. O material do Mário Covas estava impecável.

A primeira agência que visitamos foi a Young & Rubicam. Uma guria nos recebeu uma sala de reunião muito bem estruturada e relativamente grande. Falou sobre a agência e nos mostrou seu portifólio através de um vídeo muito bem editado. A guria era ótima. Orgulho! Depois saímos para almoçar. Lembro-me que foi meu primeiro contato com os “enternados” da Brigadeiro Faria Lima. Amo-tes os enternados e aromáticos que trafegam por ali.

Pedi par o Xapéu comprar uma long neck pra mim. Ele chega com uma Kaiser. Quase tive um ataque. Era muito ruim esta cerveja, mas como não tinha outra opção... Só que ao beber... Ela estava deliciosa! Impressionante! Quase matamos a garrafinha de uma só vez. Um olhava pra cara do outro chocados. Acho que a Kaiser de São Paulo é diferente. Aliás, certeza que era.

Almoçamos no shopping Paulista e fomos para a DPZ. Na época ela atendia a Coca-Cola. Fomos para um auditório assistir uma palestra. Muito boa! Depois disso, visitamos ainda uma universidade e a área de administração dela. Já eram umas nove horas da noite quando entramos no ex-Dinossauro e voltamos. Rimos horrores no fundão do ônibus. Viagem feliz.

Ah, hoje é aniversário do meu Xapéuzinho! Felicitações Natalícias!

terça-feira, 21 de abril de 2009

De qual equipe somos?!


Tenho um pouco de preguiça de festas temáticas, mas quando me empolgo, gosto de interpretar a personagem. Teve um Helloween da R&B que eu não estava animada a ir até que o Xapéu teve uma brilhante idéia. Adoramos Harry Potter e resolvemos ir de Harry Potter e Hermione (afinal, são bruxos). Ótimo!

Separamos-nos para arrumar nossas fantasias. Nada deMárcia, não iríamos gastar com isso, mas seria necessária uma caracterização semelhante. Para o Xapéu, peguei a capa que usamos em uma ação da CTBC no lançamento do primeiro filme (se não me engano). Mandei fazer uma menor para mim. Também achei os óculos para ele. Enquanto isso, ele arrumou adesivos do brasão de Gryffindor e colou nas capas e nas camisas brancas. Também arrumou uma gravata para mim e me ajudou a enfrentar um matagal em busca de uma varinha. Ah, nossas Nimbus 2000 estavam liiiindas!

Rúbia (de vampira), Damião (de Bento Carneiro) e Xapéu Potter, passaram no meu lar para me capturarem. Abracei os dois primeiros com felicidade e ternura, mas quando eu e Xapéu nos vimos, imediatamente ocorreu uma transformação de personalidades. Parecia que nada mais tinha graça além de nós dois. Só falávamos em magias, em comandos para a Nimbus, em mistérios... Segundo o Damião, estávamos insuportáveis e vivendo em um mundo distante. Plim! Estávamos exalando dentes!

Bom, já na festa, bebemos horrores e todo mundo se divertiu no nosso mundo distante de Hogwarts. Já era umas 4 da madrugada quando a Rúbia e o Damião resolveram fugir da festa. Permanecemos com o Grau e quando a festa acabou o Marcel propôs jogarmos nossos corpos na feira para comer pastel. Ao chegarmos, recebo uma ligação meio desesperada do Damião. Um viaduto havia sofrido um acidente horrível onde uma “Rúbia” tinha chapado seu Ford Ka em sua pilastra. Ãh Ãh?! Imediatamente, nos deslocamos para o hospital.

Chegamos junto com a ambulância e para não causar impacto, me lembrei de deixarmos nossas capas, gravatas, varinhas e Nimbus no carro. O Kim, Marcel e a Carol conversavam com o pessoal do hospital e com o Damião que estava resolvendo detalhes no local do sinistro. Eu e o Xapéu entramos junto com a maca da Rúbia e nos posicionamos ao seu lado ao chegar a uma salinha de exames. Ela estava chapada com algum tranqüilizante que deram para ela, praticamente uma “Aline Durel”. Mas o melhor foram os bombeiros que pararam na nossa frente e puxaram conversa conosco se referindo a fatos do acidente. Depois nos perguntaram de qual equipe de resgate éramos. Mega sincronizados, eu e o Xapéu nos olhamos, olhamos para os brasões em nossas camisas e voltamos os olhares para os bombeiros informando que não éramos de equipe de resgate alguma. Eles se olharam, olharam para nossos brasões, se olharam com um ar perdido e se foram. Ficamos morrendo de vontade de gargalhar mas ali não dava. Sussurramos: _Somos de Gryffindor!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Seu Bronze em Atenas é Ouro para o Brasil


Eu e o Damião temos uma amiga que é mega aparecida, a Rúbia.
Ela adora chamar atenção. É daquelas que tem que aparecer em todas as fotos e que faz questão de ser o centro das atenções em qualquer evento que vá. Não, ela não é chata. Só que percebemos seu desejo de ser estrela e desenvolvemos uma semeada feliz para ela.

Teve um dia em que ela viajou a trabalho e pediu para buscá-la no aeroporto quando voltasse. Claro, ela pediu que fossemos juntos, para dar volume e ela se sentir importante, sendo aguardada por mais de uma pessoa.

Ok! Então pensamos em uma recepção digna de uma celebridade. Damião propôs levarmos balões para o aeroporto. A principio me deixou constrangida só de imaginar os dois patetas lá, balançando bexiguinhas coloridas na hora que a porta do desembarque abrisse. Minha sobrancelha esquerda se arqueou. Bom, já que é pra pagar mico, então que seja algo mais elaborado.

Pensei um pouco e tive uma idéia. Estava rolando Olimpíadas em Atenas e já estava quase no final, quando vários atletas brasileiros já retornavam para seus lares. Pensei em um esporte pouco divulgado. Decidi por taekwondo. Acho que alinharia com o porte físico da guria. Pronto! Nós estaríamos aguardando a Rúbia Duarte, atleta de taekwondo que havia ganhado medalha de bronze nas Olimpíadas e que voltava para casa fazendo conexão em Uberlândia.

Para tal ato, além dos balões verde e amarelo, fizemos uma faixinha de cartolina com a frase: Rúbia Duarte - Taekwondo, seu bronze em Atenas é ouro para o Brasil. Parabéns pela conquista! E assim fomos rumo ao aeroporto.

Ao chegar com nossos apetrechos, senti vasta vergonha. Eu sou tímida ao contrário da minha amiga. Mas também sou idiota e adoro representar. E assim, saí do veículo encarnando a personagem. Comecei a agir como se estivesse ansiosa e feliz por aguardar tão importante passageira. Logo na entrada, encontrei com a esposa de um colega de trabalho. A mulher estava acompanhada de filhos e netos. Estavam aguardando um parente distante e por isso o elevado número de componentes familiares. Claro que ela me questionou sobre o que eu fazia ali. Contei (gepetando total) e ela resolveu ser solidária e emprestar membros de sua família para compor meu núcleo de recepção calorosa.
Damião estava segurando para não rir e nem ficou muito próximo de mim enquanto eu conversava com a senhora. Mas ele também entrou no personagem e começou a distribuir balões o pessoal.

Quando a porta do desembarque abriu, uma surpresa! Nossa recepção foi um sucesso!!! Batemos palmas e assoviamos ensandecidamente. A Rúbia não parava de rir. Os passageiros se entreolhavam para tentar descobrir quem era a atleta do bronze. Conversavam entre eles e vasculhavam o saguão com olhares lampeiros. Uma passageira, que estava ao lado da Rúbia perguntou se ela conhecia a atleta. Balangantemente (ela ria e balançava) ela se auto apontou com o dedo. A moça deu parabéns para ela. HAHAHAHAHA Foi muito boa essa cena!

Agradeci a turma da senhora que nos apoiou depois que eles cumprimentaram a ganhadora da medalha e partimos em seguida.
Acho que rolou Medalha de Ouro para nossa peraltagem.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Feng Shui no Lala Lar - Amostra




Cada lar merece um trabalho elaborado e singular. Por isso não publicarei a foto do Feng Shui no Lala Lar.
Mostrarei apenas uma amostra da releitura das fotos realizadas pelo Pio e a Carta com prótons escrita por Matilde Gentiliza. Talvez seja necessário um grafólogo para decifrá-la.
Abaixo um lindo texto de agradecimento da Lala:

Xelinha, Pio, Peu e Livocas!!!( Livoca vai de penetra, mas ela é da família né) Aí vão as releituras e a carta do dia do Feng Shui. IMpressionante o tanto que o Grau estava inserido na pessoa de Xelen Paiva no momento da psicografação da carta. Óbvio que quem mandou o texto foi a querida Matilde Gentileza(?esqueci o sobrenome,é isso??).Só não mando as fotos originais porque tenho que preservar a imagem de vovó, uma lady, finérrimaaaa, muito mais que uma Jackie Onassis. Caso contrário eu colocaria na roda messs. Amo-tes, embora eu mate qualquer um que repita a experiência! Que fique bem claro!! kkkbeijos
Lavínia Oliveira Carneiro

domingo, 29 de março de 2009

Feng Shui no Lala Lar

Quando a Lavínia se mudou para seu novo apartamento, comecei a chamá-lo de Lala Lar. Às vezes jogávamos nossos corpinhos lá para beber e descontrair.

Uma vez, fomos Eu, Pio, Carola e Lívia para o Lala Lar. Ficamos por lá, dividindo a sacadinha com a vodka. Quando estávamos quase indo embora, o Xapéu ligou avisando que estava a caminho. Acabamos pedindo mais bebida para gente. Não seria justo ele chegar e não ter companhia para beber.

Pouco depois, a Lívia e a Carola foram embora. A Lala, apesar do sono e da prova na faculdade do dia seguinte, enfrentou bravamente mais alguns minutos. Por fim, se entregou ao Grau e ao Morpheu e nos deixou lá, com a missão de fechar a sacada e deixar a chave em lugar visível e seguro no momento de nossa fuga.

Plim, zero de desconfiômetro. Afinal, estávamos em casa. O Lala Lar era como sua dona, possuia um coração imenso, praticamente sofria com a doença de Chagas em estado avançado. Coração Gigante! Logo, permanecemos, sem compromisso. Já era umas três e algo da madrugada quando o Xapéu teve a brilhante idéia de fazer um Feng Shui no local. Eu e o Pio concordamos imediatamente. Claro! Super a favor de ajudar a circulação dos prótons do ambiente!

Eu e o Xapéu ficamos com a sala de jantar e sala e o Pio cuidou das releituras das fotos que estavam expostas nos porta retratos.

Praticamente trocamos os ambientes de lugar. Construímos novos móveis, feitos com revistas e almofadas e remodelamos as cadeiras e sofá. Eu dei um jeito em qualquer objeto que estava acima da minha cabeça. Como eu era a menor da turma presente, me considerei referência para isso. Desci tudo! Qualquer bibelozinho, enfeitezinho e até quadro, foi transferido para locais abaixo do meu campo de visão. Super ajudou a circular a energia.

As releituras das fotos ficaram ótimas! Faltou fôlego para rir mais ainda do tanto que o Pio pegou o espírito das fotos com a técnica “Bic em Folhas Pautadas”. O avô da Lavínia era praticamente sósia do Mun Ra. A Lívia, foi retratada como a Viking que é (Loira peituda com longos cabelos e alourados), a Lala recebeu ênfase como “Irmã de Cabelo do Hurley” (adoro chamá-la assim e fiz até emoticon para este tema), com muitos caracóis em cima de sua cabeça. O resto da família também recebeu traços distintos, assim como suas características na vida real.

Para finalizar a boa ação, fizemos um mini Feng Shui no caderno dela também. Afinal, teria prova logo depois do almoço e eu sabia que ela não estudara nada. Pois bem, deixei vários “toques de amiga” como profissional da publicidade que sou. Sei que muitas vezes, a prática possui mais lipídeos que a teoria e deixei orientações básicas durante as dez matérias do seu Tilibra. Xapéu seguiu uma linha mais objetiva, deixando apenas recadinhos sem sentidos. O Pio deixou mensagens de luz e esperança. Achou que complementaria o serviço.

Foi isso. Já era 07h30min da manhã quando partimos. Fomos para a padaria tomar café da manhã e em seguida para nossos lares.

Por volta das 11 da manhã, recebi uma ligação irada e desconexa da Lavínia. Fui a única que atendeu ao seu chamado matinal. Queria saber onde ela estava. Afirmou ter levado um susto Gulliver ao acordar. Chegou a ficar sem ar e a procurar referências do local em que estava. Não sabia se tinha dormido na casa de alguém ou se estava ficando louca na presença da namorada do Grau, que lhe dava petelecos na sua testa rebarbativamente. Uma judiação! Calmamente, lhe expliquei tudo, com requintes de detalhes. Contei sobre os prótons, que agora fluíam a uma velocidade impressionante pelo seu habitat e informei que ela deveria aproveitá-los. Ainda deitada eu disse: _Um Feng Shui sem compromisso, Lala! Sua casa precisava disso! Ficou ótimo, não achou?!

Um misto de fúria e risos invadia meu ouvido direito. Acho que ela precisava naquele instante de um GPS, pois estava perdida. Não sabia onde estava e nem o que sentia. Também seria interessante que ela ingerisse quatro Neosaldinas.

Pena que não temos fotos do antes e depois. Este ato de amor teve um vasto impacto em nossas vidas.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Descobriremos Dia 12 de Abril


Época de Triângulo Music. Eu e o Pio (Gustavo) estávamos exaustos com os últimos preparativos do evento. Saímos por volta das 19:48 da R&B e jogamos nossos corpos no Pimenta (bar) pra dar uma quebrada. Bebemos nossas cervejinhas, ingerimos ex-vivos e por volta da meia noite fomos embora.

Exalando dentes, continuamos focados em algumas amenidades durante o percurso. O assunto estava ótimo, suave até que eu avistei bem próximo do capô do veículo, orelhas grandes e peludas, de tom cinza. O pêlo aparentava ser espesso e sujo. Foi tudo muito rápido. Processei estas informações e em seguida um baque no veículo. Eles se chocaram. Senti o carro dar uma balançada. Parecia que o Pálio do Pio havia acertado aquele corpo lateralmente. Pelo impacto, percebi que o animal era grande e pesado.

Neste mesmo instante, eu e o Pio nos olhamos com olhos arregalados. Ele perguntou pra mim se eu tinha visto o mesmo que ele viu. Respondi que sim. Para garantir, ainda detalhei a própria pergunta dele. Perguntei se era um coelho grande, dotado de força e orelhudo. Resposta afirmativa. Ele parou o carro enquanto eu já estava com a cabeça pra fora da janela tentando achar algum vestígio da batida.

O Pio deu ré no carro. Começamos a questionar rapidamente o que mais poderia ter nos acontecidos além da alternativa absurda. Buraco?! Não, não foi. Verificamos ao dar ré. Um cachorro?! Só se fosse um Dog Alemão lotado de músculos e com as orelhas geneticamente alteradas. Zero de corpo no asfalto. Ao terminar a ré, verificamos se havia algum tipo de movimento no terreno da esquina, onde abriga outdoors. Nada.

Sugeri uma volta no quarteirão. Demos, no gás, para evitar perder qualquer instante de fuga do ser não identificado. Bom, não tão “não identificado” porque tanto eu como meu amigo o identificamos como sendo um coelho. Se um policial nos pedisse para fazer um retrato falado, com certeza seria semelhante. Um enorme coelho gordo, alto para sua espécie e com pelagem grosseira. Desci do carro para ver se tinha amassado. Nada no pára-choque de plástico do Pálio. Tava meio tortinho, mas acho que já estava assim antes.

Ultra estranho. Não estávamos alcoolizados. Sempre bebemos quantidades semelhantes e não sofremos alterações mentais por isso. Também estávamos alimentados, não foi fome. Não usamos drogas, não lambemos a mesa de madeira do bar com o propósito de absorver substâncias alucinógenas do verniz. Não fizemos nada fora do normal.

Fomos para casa muito lentamente, questionando o acontecimento. Para você imaginar o que sentimos, pense em presenciar um disco voador pairando na sua frente fazendo movimentos ensandecidos e sem lógicas. Algo admirável e inacreditável. Foi o que vivemos ali naquela noite.
Sempre reflito sobre o fato, mas hoje me veio um questionamento maior. Será que atropelamos o Coelhinho da Páscoa?????? Dia 12 de abril descobriremos.

OBS: A foto é ilustrativa. A aparência do animal que vimos possuia um teor bem lúgubre.
* foto referência retirada do G1

terça-feira, 24 de março de 2009

Herbert Viana, Faça a Barba



A mesma galerinha que saía em busca de um aperto de mão dos presidenciáveis, era a que freqüentava os shows no Uberlândia Tênis Clube. Aliás, esse lance de interagir com os famosos surgiu daí.

Antigamente,
Uberlândia era mega badalada. Sempre havia um show bacana pra gente jogar o corpo. Todos eram realizados no UTC. Ás vezes ocorria até dois shows no mesmo mês.

Nosso pique era IMpressionante. Saíamos da
escola (Museu), íamos direto para o inglês, depois para a casa dos avós da Daniela Sabbag (onde deixávamos nossos cadernos) e só então íamos para o show. No final da noite, minha mãe capturava a gente e deixava meus coleguinhas em casa.

Foi muita diversão. O primeiro show que eu fui foi o do
RPM. Esse, até minha mãe foi. Ela tinha que averiguar se rolava eu ir sozinha futuramente. Depois, vieram vários outros, como Paralamas do Sucesso, Titãs, Legião Urbana, Guilherme Arantes, Roupa Nova, Rita Lee, Camisa de Vênus, Lobão, Ira, Barão Vermelho etc... Não rolava preconceito com estilo das bandas e geralmente marcávamos presença em todos, sem compromisso.

Com o passar dos shows, começamos a querer interagir com as bandas. Teve uma vez que estávamos na aula particular de matemática da 8ª série (1988), que fazíamos com o irmão de uma amiga (Sharon). Eles moravam no centro da cidade e ficava perto do
Hotel Presidente (hotel abrigante das bandas). O show tinha sido no dia anterior à noite e pelo horário, os Paralamas já deveriam se preparar para deixar o local.

Foi quando tivemos a iniciativa de ir para lá. Ao chegarmos, havia uma boa quantidade de fãs na porta. Desanimei. Não me sentia uma tiete. Queria apenas trocar idéias com os caras, de boa e sem compromisso. A Daniela era totalmente atitude! Mandou a gente segui-la. Passamos por todos que estava na porta e ao chegar nos seguranças, ela informou que estávamos juntas e que eles estavam nos esperando. Os caras deixaram a gente entrar! Atitude e postura são tudo!

Entramos e já fomos cumprimentando o
João Fera que já estava no saguão. Começamos a conversar e logo em seguida chegou o Bi Ribeiro para se juntar ao papo. Chegaram então o Herbert e o João Barone, que achou melhor nos sentarmos na recepção. Antes disso, Herbert me deu beijinho no rosto. Lembro do arranhar de sua barba... HAHAHAHAHA, é sério! Super rolava uma ação da Mach 3 Turbo em sua face pra dar uma quebrada.

Sentamos. A Ana Paula tinha um irmão músico e sempre tinha informações sobre o assunto. Resolveu aprofundar na interação e não foi bacana. Comentou com o Herbert que fomos ao show do Legião na semana passada e que achava que o
Dado Villa Lobos não tocava bem. O Herbert, teve um espasmo facial e jogou na roda que foi ele quem o ensinou a tocar. Tive um ataque de riso interno! Perguntei amenidades do cotidiano deles. Acho que ser íntima de alguém é bem por aí... Saber detalhes sobre o cotidiano. Herbert me contou que tinha ido visitar a Rosa, filha do Arnaldo Antunes. Afirmou que ela era uma gracinha e que todos estavam muito felizes com o nascimento. Apreciei muito o fato, sempre com cara de amiga... Depois de muita prosa, acompanhamos os quatro até o ônibus, nos abraçamos calorosamente e voltamos a nossa vidinha.

Oito dias depois, estávamos nós no show dos Titãs! Descobri que eles iriam embora logo depois do show, logo, não haveria oportunidade de saguão de hotel. Melhor irmos para o ônibus tentar o contato.

Chegando lá, vimos os integrantes entrarem no veículo escoltados por seguranças. Todo mundo gritava por eles. Tinha um rebarbativo do meu lado que gritava o nome de cada um deles sem parar, em looping. Um saco!

Foi aí que me lembrei de ser íntima. Gritei: _Arnaldo, Herbert me contou da Rosa! Parabéns! Imediatamente ele abriu a janela do ônibus, esticou sua mão e me segurou com robustez! Cool! Mantive a linha íntima: _Então, o Herbert esteve aqui semana passada e me contou que esteve com vocês. Disse que a Rosa é linda! Ele respondeu: _Ah, é?! _Os meninos estiveram aqui também?! _Não sabia que viriam. _Nossa, Herbert levou um presentinho lindo para ela. _Ela é linda mesmo, você precisa vê-la. Pegando o gancho, Ana Paula fez alguns questionamentos musicais e o resto das meninas fizeram apenas o contato manual. Ele se despediu de nós e foram.

O melhor foi a reação do pessoal gritante que tentava fagocitar o ônibus. Todos se viraram para mim, com rostos questionadores "_Quem é essa menina"?!

Pena que não tem mais eventos como esses com tanta freqüência como antes... Lamentável. Beijo a todos das bandas, lembrança respeitosa aos que já morreram e um beijo especial para o Herbert, Arnaldo e Rosa! Saudaaaaaaaaadeeeeeeeeeee!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Caça Fantasmas

Minha atual gripe me fez lembrar de um acontecimento.
Uma vez, estavam pintando meu lar e eu gripei. Para não piorar minha situação, fui dormir na casa de uma amiga, a Rúbia. Super feliz! Ao sairmos dos nossos trabalhos, passamos na locadora, compramos algumas guloseimas e fomos para o lar.

A Rúbia tinha mania de botar um colchão no chão e ficar ali jogada assistindo tv. Acabou pegando no sono. Tentei acordá-la para que ela fosse para seu quarto, mas sem sucesso. Plim. Ao terminar o filme, me levantei e fui para a cama.

Já estava bem melhor da gripe e não tinha mais febre. Dormi tranquilamente, sem aquele incomodo gripal. De madrugada, acordo com alguém levantando meu edredom. Senti aquele friozinho entrando pelas minhas costas. Senti também o colchão se abaixando bem pertinho de meu corpo. Sabe quando alguém deita ao seu lado e você dá aquela escorregadinha corporal?! Daí comecei a estranhar. Rapidamente passou várias possibilidades na minha mente. Por quê a Rúbia estaria jogando seu corpo aqui, na minha cama?! Ela tem a cama dela... Ela também adora dormir no colchão da sala... Que estranho... Foi quanto tentei me virar e não consegui. Tentei novamente e eu estava travada, imóvel. Tentei falar e o som não saia. Fiquei tentando por algum tempo até conseguir me mexer. Virei para o lado e não tinha nada na cama. Levantei, fui na sala e minha amiga estava quietinha, apagada. Andei pelo apartamento inteiro em busca de algo que não sei o que era e nada.

Voltei para a cama. Desta vez, me certifiquei de que o edredom estaria preso embaixo do meu corpo. Me envelopei nele. Queria ver acontecer o mesmo novamente. Também fiquei acordada. Já tinha perdido o sono. Pouco tempo se passou quando aconteceu novamente a provocação. Algo retira com dificuldade o edredom debaixo do meu corpo. Sinto o friozinho entrando novamente. Não conseguia me mover. Tentei gritar e zero de som. Fiquei mega irritada! Com muita dificuldade, consegui mover minha cabeça um pouquinho, mas só tinha a visão do teto e da parede que estava na minha frente. Novamente, demorou um pouco até que eu voltasse ao normal. Saltei da cama e averigüei o apartamento novamente. Eu estava tão brava que não conseguia pensar direito. Eu sabia que deveria ser um espírito, um fantasma só que eu agia como se fosse alguém vivo, tentando semear a discórdia comigo.

Irritadíssima, fiz todo o procedimento de me auto envelopar. Fiquei ali, esperando o ser se manifestar. Quando ele pseudo apareceu, eu comecei a insultá-lo mentalmente. Niiiiiiiiih!!! Lembro que frisei bastante o fato dele ser covarde, de precisar me imobilizar e de não falar nada para mim. Que ele não tinha coragem de me enfrentar.

Na hora, tudo voltou ao normal. Eu estava uma Ogra! Mega irritada. Quando a força que agia sobre meu corpo se foi, eu quase parei no teto pela força que eu estava fazendo para me soltar. Já era quase 6 da manhã. Fiquei esperando amanhecer. Meu humor tinha retornado. A musiquinha do filme Caça Fantasmas não saía da minha mente. Fiquei pensando no filme. Imaginando eu trabalhando com eles. Nosso carro seria um Fiat Doblò... Pensei na decoração do nosso escritório... Fiquei imaginando nosso material de comunicação... Já estava me divertindo.

Quando a Rúbia acordou, lhe contei o que havia acontecido. Não acreditou em mim. Disse que foi a febre. Não tive febre! Plim. Ela é católica e tem medo destas coisas. Contei então para meus amigos espíritas. Me deram bronca por eu ter desafiado o ser. Mas também me ensinaram a rezar e a pedir por eles quando a entidade manifestasse.

Depois desta noite, um tempo depois, aconteceu novamente. Eu já estava no meu lar. Fiz o que me ensinaram. Também não fiquei irritada. Era como se um pernilongo estivesse por ali. Rezei mentalmente, não tentei lutar contra e voltei a dormir sem dar importância ao fato. Deu certo. Nunca mais passei por isso. Espero nunca mais brigar com espíritos.


terça-feira, 17 de março de 2009

1989 - Eleições para Presidente



O assunto sobre política começou num almoço de quarta feira, sem compromisso.
Corrigindo o post anterior, Pedro Ivo se lembrou da candidatura do Silvio Santos para presidente e eu, das peraltagens que realizei na primeira campanha para presidente.

Minha turma de infância era composta por Daniela, Ana Carolina, Mariana, Leonardo, Ana Paula, Cristiano, Clarissa, Fernanda e eu. Todos nós, com menos de 16 anos, não podíamos votar ainda. Resolvemos então a fazer um debate na nossa escola (conhecida como Museu), para orientar nossos coleguinhas mais velhos, que aparentemente não se interessavam tanto por política como a gente. Pegamos um representante de cada partido aqui de Uberlândia e fizemos um debate super bacana. Foi engraçado também porque viramos celebridades, com entrevistas para rádios e TV.

Depois disso, resolvemos cometer peripécias eleitorais. O desafio era conseguir apertar mais mãos de candidatos possíveis para vencer a brincadeira.

Lembro que o Ronaldo Caiado fez uma cavalgada com a UDR Jovem, pelo centro da cidade. A Mariana era da UDR Jovem, então nós tivemos acesso ao aperto de mão do Caiado.

O pai da Daniela Sabbag era chegado do Afif Domingos. Fomos todos para a pista do aeroporto esperá-lo e mais uma vez, fomos vitoriosos com um aperto de mão. Esse era o meu preferido e rolou abraço afetuoso também!

O comício do Lula, não me lembro bem onde foi, mas eu e a Ana Paula (ela era PT vermelha), conseguimos chegar ao palanque e apertar sua mão. Com o Brizola e o Maluf foi a mesma coisa. Lembro que ambos fizeram comício na Praça Tubal Vilela.

Teve ainda o Enéas, Ulysses Guimarães, Gabeira e o Aureliano Chaves. Estes não jogaram seus corpos por aqui.

O mais interessante foi a recusa geral da turma toda com relação ao comício do Collor. Cada um tinha seu político preferido, mas a unanimidade de repulsa era o Collor. Talvez por isso nunca brigamos. Acredito que todos nós tínhamos consciência e respeito uns pelos outros e, além disso, o fato de saber quem não o queríamos como governante. Que engraçado... O Collor nos unia...

Agora, falando como profissional, esta época também foi a explosão do marketing político! Foi fantástico tudo o que fizeram. VTs lindíssimos com vasto apelo emocional, Jingles interessantes, materiais impressos impecáveis e o gesto da mãozinha do Afif que adorava fazer “Juntos chegaremos lá”.

*Matéria sobre jingles aqui.



segunda-feira, 16 de março de 2009

Cuidados ao Ajudar um Idoso


Numa bela tarde de sábado, eu e uma amiga resolvemos tomar um chopinho sem compromisso. Ela passou no meu lar para me capturar e fomos felizes rumo ao bar. Na manobra de estacionamento, eu olho para o lado e vejo uma senhorinha bem idosa, procurando algo no chão. Ela estava ali, paradinha tentando enxergar algo. Criei várias possibilidades...

Talvez fosse uma moedinha de dez centavos. A senhorinha estava indo ao Mercado Municipal comprar café. O dinheiro dela estava trocado e de repente ela percebe que caiu uma moeda no chão. Se não a encontrasse, teria que voltar para sua casa para buscar outros dez centavos. Este café lhe custaria muito caro a partir deste instante, pois seu corpo cansado e lento seria abatido pelo desânimo de refazer todo o percurso embaixo daquele sol impiedoso que lhe castigava com raios vigorosos.

Talvez ela estivesse indo ao médico. Um ortopedista. Isso! Ela estaria indo ao ortopedista ver aquela dor na perna que mal lhe permitia apoiar o pé direito no chão. Por isso ela fazia uso de uma bengala. Só que a visita ao médico estava comprometida, visto que havia perdido o papel com o endereço do médico. Cruel a situação. Aquela senhora ali, solitária, em busca de cuidados clínicos, sendo prisioneira de um pedaço de papel que havia sido levado por rajada de vento atroz.

Talvez, ela estaria procurando seus óculos. É! Eles estavam gastos pelo tempo, bambos e caíram de seu rosto com vasta facilidade. Ela precisava encontrá-los, mas seus 9 graus de miopia nos dois olhos e a catarata no olho esquerdo não lhe facilitariam a tarefa.

Meu coraçãozinho estava com alopécia! Pensando em tudo isso, eu praticamente saltei do carro para auxiliar aquela idosa. Já me posicionei ao seu lado e perguntei o que ela havia perdido, que eu estava ali para procurar o que quer que fosse. Com muita dificuldade, ela gira seu pescoço lentamente até atingir o mesmo horizonte dos meus olhos. Fitou-me por alguns segundos e continuou seu andar de jaboti. Minhas desculpas ficaram no ar e nem sei se ela quis ouvi-las.

BUCÉFALO! QUE VERGONHA! Aquela senhora não estava procurando nada! Ela era corcunda e nada mais! Eu não sabia onde enfiar a cara de tanta vergonha. Meu rosto estava rubro. Eu sentia o calor interno subindo por minhas veias que conduziam o sangue ao meu rosto e que o fazia formigar. Fiquei ali, imóvel por vários segundos. Estava tentando me recuperar antes de olhar para minha amiga.

Melissa estava ali, tendo um ataque de risos. Esmurrava o volante do carro e balançava a cabeça. Lágrimas também saíam de seus olhos quando eu conseguia visualizar sua face que também estava vermelha.

Ao ver a cena, minha sobrancelha esquerda se arqueou e eu voltei ao meu normal. Fiquei ranzinzinha e fui tirar satisfação com ela. Pelo menos tive boa intenção. Foi engraçado! Rimos horrores apesar da vergonha que passei. Ótimo caso para começar uma tarde na choperia.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Não era o Xapéu no "O Globo"


Carnaval no Rio! Rolou tentativa de interagir com a Sapucaí, fomos ao Carioca da Gema na Lapa, muita praia, botecos tradicionais e a participação no bloco Simpatia é Quase Amor, que é um tradicional bloco carnavalesco que existe desde 1985 em Ipanema.

Todos devem ter visto as diversas
matérias sobre homens urinando pelas ruas do Rio em jornais, sites e tv. Realmente complicada esta situação. Não existe estrutura suficiente para abrigar tanta urina assim. É muita bebida consumida e como os blocos andam pelos bairros, banheiros químicos não vão sambando atrás para acompanhar o percurso da festa. Sem falar que são poucos pelo número de pessoas que vão para as ruas brincar carnaval. Eu por exemplo, passei o dia na praia interagindo com a vodka e quando o bloco passou eu me joguei nele. Ainda bem que eu não tinha consumido cerveja que é diurético! Já estava com vontade de fazer um xixizinho, mas segurei porque não tinha onde executar a ação. Os banheiros estavam longe de mim, sem falar que eu estava no meio da multidão e que perderia de meus amigos se tentasse algo.

Para os meninos tudo é mais fácil. Porém, ilícito. É crime de ato obsceno urinar em vias públicas. Mas plim! Urinavam horrores em árvores, muros e postes! IMpressionante!

Nosso ponto de encontro durante o dia era na barraca Celebridades no Posto 9. Celebridades mesmo, pois estávamos lá "pegando um tom" e "ficando dOUrados" quando chegou um amigo nosso contando que o Xapéu estava no "
O Globo". Que tinha uma foto enorme de 3 homens urinando no muro durante o bloco e que o cara do centro era ele, todo peralta olhando para o lado.

Ficamos chocados! Bucéfalo! Que vergonha! Não cheguei a ver o jornal. Tentei achar na internet depois e nada também. Ficou esta decepção na minha mente. Registrar este ato sórdido em um dos melhores jornais do país é muito pra mim... Mas ontem esse "
Fazioli" saiu de meus ombros. Xapéu foi ao meu lar e me contou que era outro ser humano na foto. Que realmente o cara se parecia muito com ele, mas que não tinha a tatuagem do Astro Rei na perna! Alah!!!
*OBS: Não tem o Xapéu nas fotos acima... Ele sempre estava interagindo com os muros na hora das fotos...


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Descendente de Dédalo


Dias atrás vi uma matéria sobre vôo livre. Me bateu uma saudade Gulliver! Vai ter que rolar o "Dia do Milton" em breve"!

Amo-te asa delta! Tô louca pra interagir com Ícaro novamente, mas acho que me custará em torno de R$ 250,00 o vôo ou mais por ser carnaval.
Me lembro que o único frio na barriga que senti foi na hora de assinar um termo de responsabilidade, assumindo que estou ciente de que talvez não dê certo e que eu possa ser entrevistada por São Pedro antecipadamente. Antes de subir, também é preciso pagar uma taxa de preservação Parque Nacional da floresta da Tijuca.

Lá em cima, enquanto o pessoal montava a asa, eu recebia lições de procedimentos enquanto outro rapaz colocava o equipamento em meu ser. Em seguida, aprendi a correr. Aprendi também que não podia segurar no meu instrutor de forma alguma, pois poderia travar todo o processo de decolagem e nos jogar nas copas das árvores. Creio que nem a gente e nem os micos habitantes gostariam disso.

O próximo passo foi aprender a correr. Correr sem segurar no cara. Na primeira vez, não conseguir evitar. A gente coloca a mão em um equipamento logo acima do ombro do moço, grudado, é natural a gente encostar e dar uma seguradinha sem compromisso. Mas aprendi a me controlar. Mão boba OU! E o instrutor era IBM. Não havia necessidade mesmo de interagir com o ombro. Segundo teste e passei. Passei na corrida também. Tem q correr como eu nunca havia corrido na vida.

Tudo pronto, hora de saltar. Corremos horrores e de repente, meus pezinhos corriam no ar, igual a desenho animado onde o personagem corre alem da montanha e cai em queda livre quando percebe que não há nada debaixo dos seus pés. Me deu vontade de rir. Cruzeis as pernas e estava voando! OU, é muito bom!!!!!!! Niiiiiiiiiiiih!!! Acho engraçado por não sentir medo ou frio no estômago. Não tenho reações e isso talvez até prejudique a adrenalina do evento. Eu gosto muito de voar mas será que se eu sentisse algo a mais não seria mias louco ainda?! Plim! Sinto que sou descendente de Dédalo!

Pegamos uma térmica bacana e conseguimos ficar 20 minutos voando. Foi ótimo! O pouso também foi tranquilo. Escolhi pousar na grama para não sujar meus andantes com areia. Perfeito!

Já interagi com o parapente também, mas foi em BH na Serra da Moeda. Tem um restaurante ótimo lá em cima. O objetivo era jogar o corpo lá aliás. Na estrada ainda, vi vários voantes e fiquei babando. Quando a Lu me contou que o pessoal saltava era de lá, meu pericárdio até dilatou! Ia saltar MESMO! A Lu ficou com medo por mim e ficou querendo me engrupir para que eu não voasse. Ao chegar no "Topo do Mundo" (como é conhecido), fomos ver os saltos. No momento não tinha nenhum instrutor que pudesse saltar comigo. Tava rolando algo profissional na hora. Bucéfalo!

Fomos para o restaurante. Pedimos cerveja e quando a Lu foi ao banheiro, pedi para o garçom combinar com o instrutor e me avisasse quando estivesse tudo ok. Foi rápido! Deu tempo de ingerir uma cerveja apenas e lá ia eu! Ouvi horrores da Lu, mas eu sabia o que tava fazendo. Assinei o terminho mais uma vez. A vista era bonita, mas não tão quanto a vista do Rio de Janeiro e eu poderia pousar na Lagoa dos Ingleses ou na mata do outro lado. A vantagem era que os instrutores não eram IBM! Alah! O que foi comigo plim, mas o outro era íntimo da beleza!

Depois de receber instruções e já estar com todo o equipamento pronto, nos posicionamos no morro. Eu ficava na frente e o cara logo atrás de mim, um pouco para cima interagindo com o "pseudo pára-quedas" esperando ele se encher com o vento. Meio sinistro e ultra quase 90º. A sensação é que eu iria escorregar e fazer a tal entrevista com São Pedro. Mas não! Ledo engano. Na minha frente, estava o instrutor gato. Foi uma troca linda de segurança. Ele me mandou segurar nos seus fortes braços enquanto ele me segurava pela cintura. Me senti em "Dirty Dancing" e fui mega obediente, até o momento que ele me mandou soltá-lo e eu não o fiz. Precisou de uma segunda ordem para eu concretizá-la. HAHAHAHA acho que eu estava hipnotizada por ele. Espero que ele tenha pensado que era medo HAHAHAHAHA. Ele ficou lá... Lindo e com a Lu. Vigiantes. Ambos iriam no carro dela fazer o nosso resgate onde quer que descêssemos.

Um tranco nos levou para cima! Me sentei na minha cadeirinha saco e curti muito a vista. A única coisa desagradável era a piação do altímetro. Barulhinho rebarbativo OU! Tinha momentos que ele piava mais. Descobri que quando ele perdia altitude, disparava esse alarme. Pedi então para o instrutor "sungar" para cima! Niiiiih, senti mais frio, mas o silêncio era quase constante. Lindo! Paz! O vôo é mais lento que o da asa delta. Fiquei mais de 20 minutos, na verdade nem sei quanto tempo fiquei, mas me lembro que demorou.

O vento nos tocou para perto da Lagoa dos Ingleses. Era onde eu queria pousar mesmo. Perto dele, não dentro. O instrutor foi me explicando as maneiras de descer. Escolhi um espiral. Segundo a Lu, ela quase teve um ataque pensando que estávamos tendo um problema com o equipamento e que eu estava indo correndo para a entrevista! O pouso não foi tão ameno quanto o da asa. Mais pelo local. Descemos no meio de uns arbustos. Danifiquei alguns galhinhos e ao tocar os pés no chão, acabamos caindo suavemente no chão. De boa, não machucamos não. Enquanto dobrávamos o parapente, a Lu e o amigo íntimo da Beleza chegavam. Foi ótimo!!! Adorei a experiência. Bom, Alah me permita interagir com o ar novamente em breve. Quem sabe amanhã?!
Povo, estou jogando meu corpo no Rio hoje e provavelmente não irei postar neste período. Aproveitem bastante o carnaval! Bjão, amo-tes!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Caipirinha no Hospital

As gincanas tiveram seu papel recreativo em minha vida. Participei de algumas e as equipe que participei geralmente conseguiam a vitória ou quase isso. Alah!

As melhores eram as que aconteciam em Tupaciguara-MG. Cidade pequena, turma bacana e que faziam o possível para o grupo vencer. Tudo a base de muita cerveja e muito riso. Uma vez, após várias provas na praça, jogamos o corpo em um butequinho de esquina (o mesmo que coloquei um traque em um cigarro em um post anterior). Comecei a me sentir muito cansada e minha garganta a doer. Peguei a chave do carro do Marcel e fui dar uma descansada. Não sei se foi uma boa idéia ou se foi a melhor! Ali no veículo, minha febre começou a manifestar com violência. Fiquei exausta, sem conseguir me mover. Tentava abrir a porta para solicitar ajuda, mas sem sucesso. Senti muito frio e comecei a emitir sons que eu não estava comandando. Eu queria era gritar socorro, mas não saia nada, só esses sonzinhos fraquinhos. Horrível! Alah iluminou uma amiga nossa que foi buscar algo na bolsa dela armazenada no carro! Me viu, tentou falar comigo e percebeu que eu não estava bem. Eu nesse momento na verdade, percebi só um movimento no carro. Já estava meia apagada. Depois disso, só me lembro de frames. Lembro do Marcel entrando no carro e de som de conversa não identificado. Depois, lembro de estar no colo do Marcel entrando em algum lugar e por fim, de um enfermeira tentando falar comigo enquanto me furava com uma agulha não muito amistosa. Minha febre estava tão alta que isso tudo era delírio. Quase 40 graus. Apaguei por mais um período e quando abri os olhos novamente, uma visão até engraçada. Estavam sentados na maca ao lado o Xapéu, a Cecília, o Marcel, a Lívia, a Soninha e acho que tinha mais alguém que não me lembro. Todos de copinho na mão, bebendo enquanto me observavam. Teve uma hora em que eles riram horrores, mas eu não consegui olhar para eles e depois de fazer muita força para tentar entender o que falavam, descobri que um copo de caipirinha de uma das meninas havia caído e ela solicitava outra para a enfermeira. IMpressionante o grau desse povo!

Depois de recuperar a consciência, consegui sair do hospital e me deixaram na casa da Susan ainda "grogue" de tanto remédio. Acordei no dia seguinte melhor. Ótimo, queria muito ir para a praça presenciar as provas da gincana. A fraqueza dominava meu ser. Enquanto todos interagiam com a Skol, eu interagia com o Amoxil e o Voltaren.

Prova de futebol e chamaram um casal para participar. Não sei quais as exigências, mas sei que só poderiam participar a Susan ou eu. Ela não estava ali na hora, então, imbuída de muita determinação rumo a vitória, tive que ir. Éramos o segundo casal a apresentar. O primeiro não tinha conseguido marcar pontos. A prova era a seguinte: Me vendaram, me jogaram no meio de um espaço após me rodarem muito e me deixaram só. O Leopoldo, meu par, tinha que me guiar através de um microfone até achar a bola e depois, me orientar para marcar o gol. Me bateu um cansaço enorme ali embaixo daquele sol forte, mas Alah me deu a frieza e um toque de amigo e tive uma ótima idéia. Ao me guiar até a bola, eu a prendi com os pés e depois disso, o Leopoldo só precisou me falar quantos passos (saltitadas) executar para marcar o gol. Perfeito, marquei horrores! Lógico, as outras equipes me copiaram mas apenas uma conseguiu marcar o mesmo tanto de gol que a gente. Tive que ir para uma disputa com a guria na frente dos juízes. Nos fizeram perguntas e eu acertei mais que a guriazinha e assim, ganhamos a prova.

Houve outras provas marcantes e engraçadas. Essas eram noturnas e regadas a White Horse (whisky era o que tomávamos na época). Teve a prova da caracterização, onde a Lívia entrava na passarela do clube vestida de Tieta do Agreste, puxando bodinhos de verdade (ultra difícil levar esses bichos para o palco). Teve desfile dos mais gatos de cada equipe, usando roupas de banho hahahahahaha Xapéu e Marcel na passarela arrasando e morrendo de vergonha...

Não me lembro se vencemos a gincana ou não. Tem muito tempo isso... Mas foi ótimo apesar da minha enfermidade.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Peraltagens com cigarro

Uma vez, eu e a Susan estávamos sentadas em um butequinho interagindo com a cerveja. Chegaram mais algumas gurias e uma delas, começou a pedir cigarro pra Susan constantemente. Nem era nossa amiga e estava super folgada, achando que o maço era sociedade. Para semear a discórdia, resolvemos colocar um grampo dentro do cigarro. Pegamos o produto discretamente, retiramos o tabaco e nicotina, e colocamos metade de um grampo dentro. Tampamos e deixamos à vista, de forma que a guria o pegasse sem pensar. Dito e feito. A guria pegou o cigarro e começou a grilar, pois a cinza não caía. Por mais que ela batesse, a cinza continuava ali, comprida e reta. Ela mostrava pra gente com ar de desespero e nós agíamos como se nada estivesse acontecendo, como se fosse nóia dela. HAHAHAHAHAHA. Lógico que avisamos o resto da mesa para agir com a mesma "naturalidade". O Grau estava com ela e isso contribuiu também. Depois disso, ela continuava a filar cigarros. Passamos para a semeada número 2 - O Traque. Não me lembro porque, mas apareceu um traque em nossas mãos. Bom, se deu certo colocarmos o grampo, também daria certo colocarmos o traque. Foi o que fizemos. Só que a abordagem deveria ser mais elaborada pois o traque faria barulho antes de estourar. A vítima pegou o cigarro e foi para o banheiro. Fomos atrás. Ao chegarmos, chuva de cigarro! HAHAHAHAHAHA. Igualzinho desenho animado. Ela com cara de susto, imóvel, segurando a bituca de cigarro.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Felipe, Nosso Amigo Imaginário


Estávamos eu e Pio indo de Gol para uma feira de brindes em São Paulo. Como sou descendente de Dédalo, sempre escolho janela, já o Pio, que não é muito amigo das nuvens, escolhe corredor. O vôo não estava lotado e viajávamos com uma cadeira vaga entre a gente. Ao perceber que o Pio estava incomodado com a viagem, resolvi dar uma quebrada. Comecei a dar bronca no "Felipe" por causa do cinto que não estava atado. Felipe nasceu ali, sentadinho na cadeira que nos separava. O Pio, lógico, já ficou amigo dele. Adoro pessoas que seguem minhas idéias sem questioná-las! O Pio é ótimo nisso! Chegamos a São Paulo e meu amigo André Galassi estava nos aguardando. Como a feira começaria na parte da tarde, daria tempo de visitar o Museu da Língua Portuguesa. Apresentei o Pio e o Felipe para o André (que também tem a manha de seguir meus passos mentais) e partimos em busca de aventuras.

Felipe é um cara de 27 anos. Tem 1,76 de altura, cabelinho castanho claro, gostosinho e muito peralta. É super brincalhão, sendo que muitas vezes, age como criança (aí é chato). Ele é impaciente e namora com uma Personal Trainer, a loira da Georgia. Aliás, sinto ciúmes!

Pegamos um metrô. Felipe estava impossível. Eu, Pio e André demos várias broncas nele! Claro, o pessoal que estava no metrô ficava nos fitando com desconfiança e um leve sorriso na boca. Quem nos via, não entendia nada. Conversávamos como se estivéssemos em 4 pessoas. Só que os espectadores, viam apenas 3. A mesma coisa acontecia ao sentar, ao caminhar... Ele realmente estava conosco. Não tinha como ser diferente.

Seguimos para o Museu. Felipe ficou para trás na hora de comprar seu ingresso. Falou que ia ao banheiro e que nos encontraria lá dentro. Acho que rolou um golpezinho na hora de entrar e ele não queria que a gente o atrapalhasse. Enfim.... O passeio foi ótimo!!! Rimos horrores lá dentro. Felipe fingia ser de "Diadorim" o tempo todo...

Saímos de lá e fomos almoçar. Mesma coisa. Mesa para 4 pessoas! Felipe não pediu refrigerante e ficou pegando um pouquinho de cada um de nós. André achou ruim! Realmente o Felipe ele é folgado.

Hora de trabalhar. André nos deixou em um ponto de táxi e foi para uma reunião ali na Paulista. Felipe preferiu ir conosco para a feira. Depois disso, voltamos para Uberlândia e Felipe permaneceu em São Paulo. Algumas semanas depois, o André me ligou. Contou que o Felipe e a Georgia estavam esperando um bebê. Feliz! Eu e o Pio organizamos um chá de fraldas para o (a) descendente de Felipe. Foi ótimo! Bebemos horrores e nos lembramos de vários casos. Fiquei amiga da Georgia e aliás, sou madrinha de casamento junto com o André. O Pio, foi convidado para ser padrinho da criança. Faz tempo que não nos encontramos... Uma pena... Amo-te Felipe!
*OBS: Felipe não está nas fotos porque a Georgia não sabia que ele estava com a gente.